.Imagem: Jia Lu
MEUS POEMAS,INSPIRADOS NOS MOMENTOS DE SOMBRAS...E DE LUZ....
.
ONDE FALTA BELEZA NO QUE ESCREVO, FOI DITADO POR MEU EGO;
ONDE A BELEZA EMERGE COMO PEQUENOS PONTOS CINTILANTES NA INTRINCADA TRAMA DE UMA TEIA,
COMO O SUSSURRAR DA BRISA EM MINHA JANELA,
OU AINDA COMO O DELICADO AROMA DE FLORES DE LARANJEIRA EM UMA NOITE DE LUAR,
ESTA BELEZA, COM CERTEZA, FOI INSPIRADA PELO ENCANTO DAS MUSAS...
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
CRIAÇÃO
DE OLHOS BEM FECHADOS
"Não se deixe enganar pelo nascer do Sol,
É a Noite que tece o manto da Luz."
"Para mergulhar no âmago de si mesma é preciso uma Iniciadora das Sombras..."
"À Rosa Leonor Pedro, ' A Grande Iniciada', que através das sendas escuras do mundo virtual, me tem mostrado o caminho da iniciação"
Havia a Luz
Plena de arco-iris incandescentes
E eu como um feto solitário
Envolvida em uma roda de fogo.
Eu vi a Escuridão...
Me aconcheguei em seu colo
Me alimentei em suas tetas escuras
Me senti Mulher
Plena
Da Lua Negra
E toquei em outras
Muitas
Geradas no mesmo útero
Acalentadas no mesmo colo
Conduzidas pelos mesmos sonhos...
Senti a Força que vem das sombras
Plena
Da Lua Cheia
Pulsante de poder:
"...E QUE HAJA A LUZ!"
DE OLHOS BEM ABERTOS, Anna Geralda Vervloet Paim,
Porto Alegre, 27/01/2013
Imagem: BLACK SARA, Sami Edelstein
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MISTICAS,
REFLEXÕES,
SOBRE MIM
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
ECOS
.

Ventos ecoam vozes nos sonhos do ontem
Totem de sombras e nostalgia
Fria névoa entre mundos se intensifica
Fica apenas a gota de orvalho
Retalho na face com gosto de sal
Imortal fonte de paz e ternura
Figura a dança de unicórnios de luz
Seduz o mundo de anjos e fadas
Fadadas viver o caminho dos sonhos
Risonhos botões de rosas se abrindo
Sumindo no templo da teia do tempo
Momento sagrado consagrado no espaço
Compasso de espera no brilho da lua
Nua a noite me chama de volta
Envolta em sombras em mantos
Encantos
Cantos
Acalantos
Vozes no vento
Ecos do tempo...
Porto Alegre,22\12\2010
Imagem:SKY_by_phoenixlu

Ventos ecoam vozes nos sonhos do ontem
Totem de sombras e nostalgia
Fria névoa entre mundos se intensifica
Fica apenas a gota de orvalho
Retalho na face com gosto de sal
Imortal fonte de paz e ternura
Figura a dança de unicórnios de luz
Seduz o mundo de anjos e fadas
Fadadas viver o caminho dos sonhos
Risonhos botões de rosas se abrindo
Sumindo no templo da teia do tempo
Momento sagrado consagrado no espaço
Compasso de espera no brilho da lua
Nua a noite me chama de volta
Envolta em sombras em mantos
Encantos
Cantos
Acalantos
Vozes no vento
Ecos do tempo...
Porto Alegre,22\12\2010
Imagem:SKY_by_phoenixlu
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domingo, 12 de dezembro de 2010
SONHOS
.

Num sonho longo eu espero
Criar asas...
Num sonho louco eu espero
Voar alto...
Num sonho lúcido eu espero
Encontrar bruxas...
Num sonho líquido eu espero
Me cobrir de sombras...
Num sonho largo eu espero
O alvorecer
A união
A luz...
Porto Alegre,12\12\2010
Imagem:Rassouli

Num sonho longo eu espero
Criar asas...
Num sonho louco eu espero
Voar alto...
Num sonho lúcido eu espero
Encontrar bruxas...
Num sonho líquido eu espero
Me cobrir de sombras...
Num sonho largo eu espero
O alvorecer
A união
A luz...
Porto Alegre,12\12\2010
Imagem:Rassouli
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A FLOR DA ALMA

...E a flor
Se transformou em fé
Em feto
Em afeto
Afresco
Fresca
Fantástica
Orvalhada em pérolas
Nos desertos
Mares
Nos ares
Vales
Sombras
Nos sonhos
Sobrevive incólume
Calma
A flor da alma...
Porto Alegre,27/09/2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
TRAVESSIA
.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas
Que já têm a forma do nosso corpo
E esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia...
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos...
(Fernando Pessoa)
No escuro da noite
O beijo do açoite
Do frio da névoa
Me envolve e me leva
Ante o portal
Nem o bem nem o mal
Me mostra a cara
Me mostra a garra
O fio da adaga
O brilho da espada
Tece minha rede
Eu tenho sede
De ver pingando
Latejando vermelho
No vazio do espelho
No reflexo do eterno
No oco do inferno
A veia pulsando
O caminho mostrando
Basta um corte
Fria é a morte
O chamado fatal
Atravessar o portal
Face a face
Antes me abrace
No fim me guia
No umbral da agonia
Tua face reluz
E me seduz
Eu sei quem és
Me inclino a teus pés
Me sinto erguida
Quero teu beijo fatal
Quero teu beijo da vida
Fria,doce,ressentida
Quero teu golpe de sorte
Quero teu beijo da morte...
P. Alegre 02/08/2008
Imagem:gravity warrior devianart
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas
Que já têm a forma do nosso corpo
E esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia...
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos...
(Fernando Pessoa)
No escuro da noite
O beijo do açoite
Do frio da névoa
Me envolve e me leva
Ante o portal
Nem o bem nem o mal
Me mostra a cara
Me mostra a garra
O fio da adaga
O brilho da espada
Tece minha rede
Eu tenho sede
De ver pingando
Latejando vermelho
No vazio do espelho
No reflexo do eterno
No oco do inferno
A veia pulsando
O caminho mostrando
Basta um corte
Fria é a morte
O chamado fatal
Atravessar o portal
Face a face
Antes me abrace
No fim me guia
No umbral da agonia
Tua face reluz
E me seduz
Eu sei quem és
Me inclino a teus pés
Me sinto erguida
Quero teu beijo fatal
Quero teu beijo da vida
Fria,doce,ressentida
Quero teu golpe de sorte
Quero teu beijo da morte...
P. Alegre 02/08/2008
Imagem:gravity warrior devianart
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sexta-feira, 26 de março de 2010
TECENDO
.

Se olho o céu
Te vejo as vezes
Um brilho de estrelas
Um fulgor
Um cristal envolto em névoa
Num véu de prata
És a chuva que cai na mata
E toca o chão e se faz barro
E somos moldados
Na mesma argila
No mesmo jarro
Na mesma guerra
Na mesma paz
Na mesma terra que se desfaz
E se refaz sagrada
Consagrada
Na roda do tempo
Seguro os ventos
De minha estação
Com mãos firmes
Com voz macia
Com fios aveludados
Com sussurros
Eu vou te tecendo
Teu cabelo negro
Tua pele fria
Um deus grego
Um guerreiro
No fio da espada
O aroma da mata
Da estrada,do chão
Um guardião
Atemporal
Teus olhos chineses
Num brilho mortal
Como um vendaval
Me varre
Me atravessa
Não tenho pressa
Continuo presa
Sou o jarro,o barro
A terra
Sou o tear
O fio e a mão que tece
Mas também sou
O tecido que se vai gastando
Desfiando
Desafiando
Eu vou tecendo
E te esperando...
15/04/2005
Imagem:Josephine Wall

Se olho o céu
Te vejo as vezes
Um brilho de estrelas
Um fulgor
Um cristal envolto em névoa
Num véu de prata
És a chuva que cai na mata
E toca o chão e se faz barro
E somos moldados
Na mesma argila
No mesmo jarro
Na mesma guerra
Na mesma paz
Na mesma terra que se desfaz
E se refaz sagrada
Consagrada
Na roda do tempo
Seguro os ventos
De minha estação
Com mãos firmes
Com voz macia
Com fios aveludados
Com sussurros
Eu vou te tecendo
Teu cabelo negro
Tua pele fria
Um deus grego
Um guerreiro
No fio da espada
O aroma da mata
Da estrada,do chão
Um guardião
Atemporal
Teus olhos chineses
Num brilho mortal
Como um vendaval
Me varre
Me atravessa
Não tenho pressa
Continuo presa
Sou o jarro,o barro
A terra
Sou o tear
O fio e a mão que tece
Mas também sou
O tecido que se vai gastando
Desfiando
Desafiando
Eu vou tecendo
E te esperando...
15/04/2005
Imagem:Josephine Wall
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
RODA
.

Sol que vai e que vem
Rua de ninguém
Sem nada
Uma pequena fada
Nua
Contempla a Lua
Um gato mia
E vem o dia
E sopra o vento
E passa o tempo
E a roda gira
E gira...
Mais uma milha
A ser alcançada
Na longa estrada...
Porto Alegre,19/02/2010
Imagem:
Solitude by louvre 89 do site http://www.deviantart.com/
Sol que vai e que vem
Rua de ninguém
Sem nada
Uma pequena fada
Nua
Contempla a Lua
Um gato mia
E vem o dia
E sopra o vento
E passa o tempo
E a roda gira
E gira...
Mais uma milha
A ser alcançada
Na longa estrada...
Porto Alegre,19/02/2010
Imagem:
Solitude by louvre 89 do site http://www.deviantart.com/
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domingo, 17 de janeiro de 2010
A ESTRADA PERDIDA
.

Encontrar de volta a estrada
Como uma fada
Perdida nos verdes da manhã
No afã
De voltar a ser a mesma
Coesa
Em cada célula em cada poro
Do meu corpo eu imploro
A volta da ciranda esquecida
Perdida
Nos escombros desta sina
Feminina
Minhas asas na ânsia de voar
E acalentar
O sonho real de um novo mundo
Fecundo
Dos desejos incontidos
Das sombras e da luz
Conduz
A inocência das loucas sonhadoras
Do universo criadoras
Das normas
Das formas
Tecedoras de estrelas
Centelhas
De flores
De amores
E de vida...
Porto Alegre,08/01/2010
Imagem:Ernesto Arrisueno

Encontrar de volta a estrada
Como uma fada
Perdida nos verdes da manhã
No afã
De voltar a ser a mesma
Coesa
Em cada célula em cada poro
Do meu corpo eu imploro
A volta da ciranda esquecida
Perdida
Nos escombros desta sina
Feminina
Minhas asas na ânsia de voar
E acalentar
O sonho real de um novo mundo
Fecundo
Dos desejos incontidos
Das sombras e da luz
Conduz
A inocência das loucas sonhadoras
Do universo criadoras
Das normas
Das formas
Tecedoras de estrelas
Centelhas
De flores
De amores
E de vida...
Porto Alegre,08/01/2010
Imagem:Ernesto Arrisueno
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
LILITH
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Na luz da Lua Negra
Tu não sabes quem sou
Por tráz dos meus véus
Ocultas sombras
Fugidias
Dos meus dias de luz
Ouve meu canto
Meu pranto
Meu acalanto
Deita em meu peito
Em meu abismo profundo
Entra em meu mundo
Te levo aos céus
Ou ao inferno
Eterno
Terno
De caricia dos vales
Do meu escuro
Penetra em minha selva
Bebe minha seiva
Deixa teu sêmen
Teu suor
Teu sangue
Basta um corte
Antes da morte
Mas eu deito a sorte
A doce beleza
Com delicadeza
Rasga meus véus
Sou fêmea lasciva
Deusa despida
Amoral
Chama imortal
Princípio e precipício
De todas as formas
Embarca
E abarca a imensidão
De meus oceanos estelares
Minhas trevas lunares
E minha luz
Que te conduz em equilíbrio
Sobre o fio da navalha
No Éden dos desejos
Te faço mais forte
Sob as cicatrizes
Dos meus punhais
Não tenho rivais
Eu sou todas
A que tem asas
A que tem garras
A que tem fel
A que tem mel
Eternamente
Rosa dos ventres
Rosa dos ventos
Rosa dos tempos
Rosa dos templos
Decifra-me!
Em minha face de luz
Ou te devoro
Em minha face de sombras...
Porto Alegre,09/12/2009
Imagem:
*John Jude Palencar

Na luz da Lua Negra
Tu não sabes quem sou
Por tráz dos meus véus
Ocultas sombras
Fugidias
Dos meus dias de luz
Ouve meu canto
Meu pranto
Meu acalanto
Deita em meu peito
Em meu abismo profundo
Entra em meu mundo
Te levo aos céus
Ou ao inferno
Eterno
Terno
De caricia dos vales
Do meu escuro
Penetra em minha selva
Bebe minha seiva
Deixa teu sêmen
Teu suor
Teu sangue
Basta um corte
Antes da morte
Mas eu deito a sorte
A doce beleza
Com delicadeza
Rasga meus véus
Sou fêmea lasciva
Deusa despida
Amoral
Chama imortal
Princípio e precipício
De todas as formas
Embarca
E abarca a imensidão
De meus oceanos estelares
Minhas trevas lunares
E minha luz
Que te conduz em equilíbrio
Sobre o fio da navalha
No Éden dos desejos
Te faço mais forte
Sob as cicatrizes
Dos meus punhais
Não tenho rivais
Eu sou todas
A que tem asas
A que tem garras
A que tem fel
A que tem mel
Eternamente
Rosa dos ventres
Rosa dos ventos
Rosa dos tempos
Rosa dos templos
Decifra-me!
Em minha face de luz
Ou te devoro
Em minha face de sombras...
Porto Alegre,09/12/2009
Imagem:
*John Jude Palencar
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
SIGNIFICADO
.

Eu já fui de tudo
Mas contudo
A roda gira
O tempo expira
E eu sempre volto
E me comporto
Como uma menininha
Travessa condessa
Ou uma pequena fada
Ou uma bruxa alada
Ou uma deusa esquecida
Ferida
Em minha inocência original
Não faz mal
Sempre se aprende
Se vende
Se cresce
Se despe
Se veste
De pecados e de lírios
Em delírios
Luminosos e indescentes
No branco dormente
Do fundo do olho
E fica de molho
A rosa negra
Numa total entrega
De corpo e de alma
Num ser que acalma
A criança esquecida
Sobre a flor adormecida
O Lotus Sagrado
Sempre renovado
De Morte e de Vida...
Porto Alegre,07/12/2009
Imagem:Raipun

Eu já fui de tudo
Mas contudo
A roda gira
O tempo expira
E eu sempre volto
E me comporto
Como uma menininha
Travessa condessa
Ou uma pequena fada
Ou uma bruxa alada
Ou uma deusa esquecida
Ferida
Em minha inocência original
Não faz mal
Sempre se aprende
Se vende
Se cresce
Se despe
Se veste
De pecados e de lírios
Em delírios
Luminosos e indescentes
No branco dormente
Do fundo do olho
E fica de molho
A rosa negra
Numa total entrega
De corpo e de alma
Num ser que acalma
A criança esquecida
Sobre a flor adormecida
O Lotus Sagrado
Sempre renovado
De Morte e de Vida...
Porto Alegre,07/12/2009
Imagem:Raipun
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
ORÁCULO
.

A Águia passa num vôo silencioso
Formoso milimétricamente perfeito
Feito prisma cristalino de luz
Seduz meus olhos a inefável visão
Canção da noite ressoa na alma
Calma ecoa na palma do Tempo
Vento venta,voa,vaga,viajando
Soprando segredos no sonho de anjos
Banjos,harpas,violinos ressoam
Entoam cantos dos quatros elementos
Ventos da Terra, do Fogo e do Mar
Navegar em noites escuras da alma
Calma revejo a Águia passar
Sonhar o sonho de louca vidente
Mente viajante de um tempo esquecido
Sentido oculto da Morte e da Vida
Ida e volta charada imortal
Portal da sorte em feroz espetáculo
Na visão aguda e na voz do Oráculo...
Porto Alegre,19/11/2009

Imagem:
* Susan Seddon Boulet
* Elisabetta Trevisan

A Águia passa num vôo silencioso
Formoso milimétricamente perfeito
Feito prisma cristalino de luz
Seduz meus olhos a inefável visão
Canção da noite ressoa na alma
Calma ecoa na palma do Tempo
Vento venta,voa,vaga,viajando
Soprando segredos no sonho de anjos
Banjos,harpas,violinos ressoam
Entoam cantos dos quatros elementos
Ventos da Terra, do Fogo e do Mar
Navegar em noites escuras da alma
Calma revejo a Águia passar
Sonhar o sonho de louca vidente
Mente viajante de um tempo esquecido
Sentido oculto da Morte e da Vida
Ida e volta charada imortal
Portal da sorte em feroz espetáculo
Na visão aguda e na voz do Oráculo...
Porto Alegre,19/11/2009

Imagem:
* Susan Seddon Boulet
* Elisabetta Trevisan
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sábado, 7 de novembro de 2009
MARÉS
.

Nas marés embriagadas de Lua
Eu danço nua
Em meu oceano interior
Seja como for
Simétrica patética
Profética
De luz e sombra
Como uma pomba
Sobrevoando mares
Altares
Andores
Em minha floresta de flores
Imaculadas...
Porto Alegre,03/11/2009

Imagens dos artistas
Felix Mas
Renso Castañeda

Nas marés embriagadas de Lua
Eu danço nua
Em meu oceano interior
Seja como for
Simétrica patética
Profética
De luz e sombra
Como uma pomba
Sobrevoando mares
Altares
Andores
Em minha floresta de flores
Imaculadas...
Porto Alegre,03/11/2009

Imagens dos artistas
Felix Mas
Renso Castañeda
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
RÓSEO SONHO
.

O Guardião dos Sonhos
Me trouxe de volta a memória
De um sono de paz
O meu guardião
Me guarda menina
E me ilumina
De sonhos cor-de-rosa
Me sinto receosa
De quem me guarda
Será um anjo-da-guarda
Um homem,um deus,um pecado
Ou talvez o meu amado
Que ainda não encontrei
Mesmo assim esperei
E ainda espero o chamado
E que os meus sonhos me levem
Numa tarde esplendorosa
Por caminhos cor-de-rosa
Porto Alegre,06/09/2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
PROCURANDO O AZUL
.

De longe eu vejo o Cinza
Sobrevoando as cidades
De perto eu vejo o Negro
No olho Branco do homem
Cego pelo poder
Vejo o Rosa esmaecendo
Nos sonhos dos fetos
Que não chegaram a nascer
Vejo o Lilás desabrochando
No céu Verde das flores
E vejo as dores do mundo
Num Escarlate intenso
E no bom senso dos loucos
Um arco-iris
Salpicando Ouro e Prata
No sono dos inocentes
No templo dos justos nas asas de Isis
Na ciranda das almas
Em sonhos de Paz
Agora eu vejo a cor AZUL
Porto Alegre,04/09/2009
Imagem: Meditação Azul,pintura da artista Ana Luisa Kaminski

De longe eu vejo o Cinza
Sobrevoando as cidades
De perto eu vejo o Negro
No olho Branco do homem
Cego pelo poder
Vejo o Rosa esmaecendo
Nos sonhos dos fetos
Que não chegaram a nascer
Vejo o Lilás desabrochando
No céu Verde das flores
E vejo as dores do mundo
Num Escarlate intenso
E no bom senso dos loucos
Um arco-iris
Salpicando Ouro e Prata
No sono dos inocentes
No templo dos justos nas asas de Isis
Na ciranda das almas
Em sonhos de Paz
Agora eu vejo a cor AZUL
Porto Alegre,04/09/2009
Imagem: Meditação Azul,pintura da artista Ana Luisa Kaminski
terça-feira, 18 de agosto de 2009
DANÇARINOS
.

Dançamos a dança da Vida
Nos ciclos da Terra
Na palma do Tempo
No meio do oito
Deitado no templo
Do olho de Deus...
Dançamos a dança da Morte
Nos ciclos do Tempo
Na palma da Terra
No meio do zero
Nas águas do templo
Do ventre da Deusa...
No giro da Roda
Com graça,leveza
Com garra,beleza
Dançamos a Dança...
Porto Alegre,18/08/2009

Dançamos a dança da Vida
Nos ciclos da Terra
Na palma do Tempo
No meio do oito
Deitado no templo
Do olho de Deus...
Dançamos a dança da Morte
Nos ciclos do Tempo
Na palma da Terra
No meio do zero
Nas águas do templo
Do ventre da Deusa...
No giro da Roda
Com graça,leveza
Com garra,beleza
Dançamos a Dança...
Porto Alegre,18/08/2009
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MISTICAS
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A DANÇA
.

Como uma chama nas sombras da noite
Eu danço com minha solidão
Num êxtase de volúpia e paixão
No centro do escuro eu me enlevo
Me elevo num rodopio de cores
Como guirlandas de fosforescentes flores
Danço
Com as mulheres que me habitam
Me fitam,me enfeitiçam,me iluminam
E estas sonhadoras noturnas
Ficam sempre sóbrias
Em minhas sombras diurnas...
Porto Alegre,30/06/2009

Como uma chama nas sombras da noite
Eu danço com minha solidão
Num êxtase de volúpia e paixão
No centro do escuro eu me enlevo
Me elevo num rodopio de cores
Como guirlandas de fosforescentes flores
Danço
Com as mulheres que me habitam
Me fitam,me enfeitiçam,me iluminam
E estas sonhadoras noturnas
Ficam sempre sóbrias
Em minhas sombras diurnas...
Porto Alegre,30/06/2009
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MISTICAS
sexta-feira, 29 de maio de 2009
MATRIZ
Nem todas as dores
Podem ser cortadas com a lâmina
Nem todos os amores
Se incendeiam com paixão
Nem todos os pecados
São julgados na justiça dos homens
Nem todos os fados
Permanecem no giro da Roda
Nem toda chuva
Pode lavar a Alma
Nem toda estrada é curva
Nem todo espelho mostra a Verdade
Nem toda imagem faz milagres...
Mas toda dor,toda lâmina
Todo amor,toda paixão
Todo pecado,toda justiça
Todo fado,toda estrada
Todo espelho,toda verdade
Toda imagem,todo milagre
São segredos guardados
Pelo exército dos anjos
Na mente do Homem
Nas mãos de Deus
Nos braços da Mãe
Nas asas de Isis
No ventre de Lilith...
Porto Alegre,29/05/2009
Imagem: Yuehue Tang
quinta-feira, 9 de abril de 2009
A VOLTA
.

Escuto as vozes no vento
O lamento no escuro
Atravessando o muro
E os meus fantasmas me recebem
Como pequenas luzes
Atravessando as frestas
Das janelas do meu quarto
De minhas janelas interiores
Como borboletas travessas
Me levam,enlevam
Sonhos multicoloridos
Conduzidos
Através de flores cristalinas
De águas algas azuis
Eu vejo,revejo
Formoso príncipe
Princípio,precipício
De pecados e inocência
Inflorescência
De meus verdes anos...
Porto Alegre,09/04/2009

Escuto as vozes no vento
O lamento no escuro
Atravessando o muro
E os meus fantasmas me recebem
Como pequenas luzes
Atravessando as frestas
Das janelas do meu quarto
De minhas janelas interiores
Como borboletas travessas
Me levam,enlevam
Sonhos multicoloridos
Conduzidos
Através de flores cristalinas
De águas algas azuis
Eu vejo,revejo
Formoso príncipe
Princípio,precipício
De pecados e inocência
Inflorescência
De meus verdes anos...
Porto Alegre,09/04/2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
ATRÁZ DA PORTA
.

Estou cansada
De ser um nada
Mandada em tudo
Contudo
Estou confusa
Quero ouvir a Musa
Da Música,da Poesia
De dia
Eu clamo,procuro
Mas vejo as Moiras no escuro
Que Átropos me perdoe
Por mais que lhe doe
Esperar
O fio cortar
Vou descobrir o Segredo
Sem medo
De Láquesis e Cloto...
Atráz da Porta
Há uma palavra morta
E uma Força viva
Que ativa
A curiosidade
A ansiedade
Do descobrimento
De navegador
A dor
Do medo
Do Segredo
Atráz da Porta...
Que me importa?
Já que fiz tanta besteira
De qualquer maneira
Não sou feiticeira
Nem princesa estrangeira
Circe ou Medéia
Mas tenho minhas idéias
Meus encantos
Meus cantos
Meus momentos de lucidez
De sensatez
Ou loucura
Que fulgura
E abre a Porta...
O Segredo encontrado
É não ficar paralizado
Pelo medo imposto
Que nos foi posto
Pelos Senhores do Mundo
No fundo
É seguir as borboletas
Ser tocado pelas cores
Esplendores
Pelo brilho de cada asa
E voltar para casa
Em cada pouso de flor
E seja como for
Escutar a voz que cala
A nossa mundana fala
É não ficar parado
Nos caminhos enredados
De cada cena vivida
Em cada ato da Vida...
E deslumbrante
Fulgurante
A Mão que dirige
A Nau do Tempo
E as marés do Vento
Me toca,me embala
Me acalma e me cala
O medo
Do Segredo
Da Porta aberta...
Porto Alegre,11/03/2009

Estou cansada
De ser um nada
Mandada em tudo
Contudo
Estou confusa
Quero ouvir a Musa
Da Música,da Poesia
De dia
Eu clamo,procuro
Mas vejo as Moiras no escuro
Que Átropos me perdoe
Por mais que lhe doe
Esperar
O fio cortar
Vou descobrir o Segredo
Sem medo
De Láquesis e Cloto...
Atráz da Porta
Há uma palavra morta
E uma Força viva
Que ativa
A curiosidade
A ansiedade
Do descobrimento
De navegador
A dor
Do medo
Do Segredo
Atráz da Porta...
Que me importa?
Já que fiz tanta besteira
De qualquer maneira
Não sou feiticeira
Nem princesa estrangeira
Circe ou Medéia
Mas tenho minhas idéias
Meus encantos
Meus cantos
Meus momentos de lucidez
De sensatez
Ou loucura
Que fulgura
E abre a Porta...
O Segredo encontrado
É não ficar paralizado
Pelo medo imposto
Que nos foi posto
Pelos Senhores do Mundo
No fundo
É seguir as borboletas
Ser tocado pelas cores
Esplendores
Pelo brilho de cada asa
E voltar para casa
Em cada pouso de flor
E seja como for
Escutar a voz que cala
A nossa mundana fala
É não ficar parado
Nos caminhos enredados
De cada cena vivida
Em cada ato da Vida...
E deslumbrante
Fulgurante
A Mão que dirige
A Nau do Tempo
E as marés do Vento
Me toca,me embala
Me acalma e me cala
O medo
Do Segredo
Da Porta aberta...
Porto Alegre,11/03/2009
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